A vida na Terra surgiu há cerca de 3,5 milhões de anos. Na superfície de nosso planeta há água, energia e luz em quantidade suficiente. A água é indispensável para a vida, a energia é essencial para as reações biológicas que ocorrem nos organismos. A luz é a principal fonte de energia dos seres vivos. Todos os seres vivos têm um modo próprio de viver, que depende do seu organismo e do tipo de ambiente em que vivem. Das relações que os seres vivos estabelecem entre si e com o meio ambiente onde vivem depende sua sobrevivência.
Somente no ultimo século o homem descobriu que não é apenas um espectador passivo do drama da evolução da Terra, mas sim uma das forças mais poderosas que formam e alteram o ambiente terrestre (Superinteressante Especial – Natureza ameaçada).
Apenas o conhecimento é capaz de produzir mudanças de comportamento em relação ao meio ambiente? O que vemos nas escolas hoje com relação conscientização sobre os problemas relacionados ao meio ambiente são ações como a Semana do Meio Ambiente, por exemplo, o que não oportuniza de forma ampla mudanças de valores que levem ao surgimento de atitudes positivas. É necessário apoio de toda comunidade escolar, dos pais e da comunidade como um todo. O projeto a ser desenvolvido deve ser planejado para ser executado durante o ano todo. Os professores e alunos precisam sentir-se amparados na execução do projeto, a direção deve facilitar e auxiliar no que for preciso para o andamento do projeto para que todos juntos possam desencadear a criação de uma consciência ecológica. A Escola, com apoio de professores, coordenadores e direção faz a sua parte, porém, cabe a sociedade como um todo, inclusive com apoio governamental para que projetos desse tipo alcancem ao seu objetivo principal que é a conscientização de todos com relação a preservação ambiental.
Na escola, a equipe escolar deve trabalhar em conjunto, fazer valer o que foi combinado, fiscalizando sempre sem abandonar o objetivo proposto, deve ficar bem claro que o projeto é da escola como um todo e não somente de algumas disciplinas e seus respectivos professores. No início há um maior empenho da equipe com relação à fiscalização do andamento do projeto: jogar lixo no lixo, separar o material reciclável, aquisição ou confecção de recipientes adequados para cada tipo de lixo com a finalidade de promover a coleta seletiva, construção de jardins e hortas, confecções de painéis concientizadores e cartazes alertando para a preservação da limpeza do pátio, banheiros, sala de aula, enfim a escola como um todo. Esse ânimo inicial não pode ser esquecido. Deve-se também orientar para estender a abrangência das ações de preservação para além do ambiente escolar. Será necessário, apoio financeiro (e este constitui o maior entrave na realização dos projetos escolares), objetivos bem definidos, apoio pedagógico e emocional aos alunos durante a execução do projeto.
O projeto “Ações Diretas para a Prática da Educação Ambiental”, apresentado pela colega Maria Luiza da Silva Borges no fórum de discussão (M4 – UN1 – AT3) é excelente, pois contempla atuações em várias áreas como:
• Visitas a Museus, criadouro científico de animais silvestres.
• Passeios em trilhas ecológicas/desenhos: normalmente as trilhas são interpretativas; apresentam percursos nos quais existem pontos determinados para interpretação com auxílio de placas, setas e outros indicadores, ou então se pode utilizar a interpretação espontânea, na qual monitores estimulam as crianças à curiosidade à medida que eventos, locais e fatos se sucedem. Feitos através da observação direta em relação ao ambiente, os desenhos tornam-se instrumentos eficazes para indicar os temas que mais estimulam a percepção ambiental do observador.
• Parcerias com Secretarias de Educação de Municípios: formando Clubes de Ciências do Ambiente, com o objetivo de executar projetos interdisciplinares que visem solucionar problemas ambientais locais (agir localmente, pensar globalmente). Os temas mais trabalhados são reciclagem do lixo, agricultura orgânica, arborização urbana e preservação do ambiente.
• Ecoturismo: quando da existência de parques ecológicos ou mesmo nos locais onde estão localizadas as trilhas, há a extensão para a comunidade em geral. Os visitantes são orientados na chegada por um funcionário e a visitação é livre, com acesso ao Museu, ao Criadouro de Animais e as trilhas.
• Publicações periódicas: abordagem de assuntos relativos aos recursos naturais da região e às atividades da área de ambiência da empresa.
• Educação ambiental para funcionários: treinamento aplicado aos funcionários da área florestal da empresa, os orientado quanto aos procedimentos ambientalmente corretos no exercício de suas funções, fazendo com que eles se tornem responsáveis pelas práticas conservacionistas em seu ambiente de trabalho, chegando ao seu lar e à sua família.
• Atividades com a comunidade e campanhas de conscientização ambiental: com o intuito de incrementar a participação da comunidade nos aspectos relativos ao conhecimento e melhoria de seu próprio ambiente, são organizadas e incentivadas diversas atividades que envolvem a comunidade da região, como caminhadas rústicas pela região.
• Programas de orientação ambiental: a empresa desenvolve ainda outros programas para orientação ambiental como, por exemplo, fichas de visualização dos animais silvestres, orientação à comunidade para atendimento aos aspectos legais de caça e pesca produção e distribuição de cadernos, calendários e cartões com motivos ambientalistas.
Referências Bibliográficas
MARCONDES,A.C.SOARES,P.A.T.Curso Básico de Educação Ambiental.Editora Scipione,1991.
Superinteressante Especial – Natureza ameaçada, página 12 – 14.
sábado, 27 de março de 2010
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